5 Atitudes para alavancar sua confiança e desenvolvimento na dança

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Estamos em maio, nos encaminhando para o meio do ano. Se você é uma dançarina iniciante, provavelmente está começando a conhecer o próprio corpo e trabalhando na coordenação dos novos passos que borbulham nas aulas de Dança Tribal. O final do ano ainda parece muito longe, então você não deve estar muito preocupada com uma possível apresentação em uma Mostra ou Espetáculo de dança. Mas, se você é uma bailarina com mais estrada – quiçá uma profissional e/ou professora – possivelmente já se apresentou este ano em algum evento e está focada em montar outras performances ou coreografias para suas aulas. Independentemente do ponto em que você está, existem algumas coisas que rodeiam a mente e o coração de muitas de nós: sou uma boa bailarina? Será que consigo crescer mais? Será que preciso continuar estudando? Minha técnica está bem desenvolvida? E muitas outras mais, como as preocupações com a imagem do corpo, por exemplo.

Querendo ou não, acabamos por nos comparar, seja com professoras, com colegas, alunas, ou outras profissionais, do mesmo ou de outro estilo, e isso frequentemente nos leva a ter dúvidas sobre nossas próprias capacidades. Corremos o risco de nos frustrar por não atingirmos o padrão de beleza, qualidade ou técnica de uma determinada bailarina, ou, ainda, nos cegar em uma muralha defensiva e achar que já somos boas o suficiente. Essa acomodação pode nos prejudicar bastante, principalmente quando achamos que não precisamos mais estudar. Por este motivo, desenvolvemos cinco dicas que podem ajudar muito a fortalecer a sua confiança em si mesma e a potencializar seu desenvolvimento como bailarina, tanto na técnica quanto na arte!

Desenvolva a autocrítica neutra-construtiva

Chega de se deprimir ou se vangloriar ao se comparar com alguém melhor ou pior do que nós. Chega de criticar nossos corpos, nossas técnicas e nossas performances porque não nos encaixamos no padrão de beleza e exigência técnica. Esse tipo de crítica, negativa, que nasce das comparações “competitivas”, só nos traz problemas.

Comece a se assistir com prazer, orgulhando-se (moderadamente, claro) do que já atingiu, das técnicas que aprendeu. Lembre-se de que só você sabe como é a sua vida e o que passou para estar ali, executando uma performance. Pense em quais foram as suas conquistas até o momento – sejam elas algum prêmio em uma competição, ou a decisão de aprender a dançar quando muitos nos desestimulavam. Seja o elogio de uma bailarina que você admira, ou a força pra sair da cama todo dia e dançar suas inquietações.

E, para ajudar no seu desenvolvimento, comece a observar suas danças e analisar o que está bom, o que está ruim, o que está meia-boca. Seja no quesito técnica, estética ou expressividade. Mas procure observar isso de maneira neutra, sem criticar negativamente. Ao ver seus pontos-fracos, você pode se focar no que deve melhorar. Ao ver os pontos-fortes, fique feliz e não se esqueça de manter o treino, para que estes não se tornem os futuros pontos negativos.

Seja a professora de si mesma. Quando fores analisar sua dança, olhe pra você como se fosse uma aluna. Aponte os erros, as melhorias, os avanços, e estimule o crescimento!

Faça experimentações

Evite congelar-se em uma mesma fórmula. Independentemente de você dançar Ventre ou Tribal, busque experiências diferentes. Dançar os estilos da maneira “tradicional”, ou “básica”, nos traz muitas coisas boas, claro, como treino de técnica, vivências e aprendizado geral. Mas se ficarmos apenas nisso, logo logo sua dança não terá tempero algum, nenhum diferencial, charme ou impacto. Será mais do mesmo.

Como contornar isso? Buscando o seu próprio estilo, impregnando sua própria personalidade na dança, experimentando coisas diferentes e saindo da zona de conforto. Assim, poderemos descobrir mais sobre nós mesmos, nossa dança e nossa expressividade. Isso tudo contribuirá para que você encontre a sua linguagem na dança, e possa mostrar quem é a verdadeira bailarina por trás da performance, além de, claro, cativar mais seu público.

Motive-se da maneira certa

Muitas vezes nós acabamos por delimitar os motivos para dançar, seja por ter pouco tempo disponível, ou simplesmente pelo cansaço do estresse que a vida cotidiana nos dá. Deixamos para dançar somente quando nos convidam, para algum evento grande, quando nos pagam ou por questões de trabalho – como se forçar a dançar visando a divulgação, por exemplo.

Nenhum destes motivos é “ruim” ou “errado”. Principalmente quando vivemos um momento da vida que nos desgasta muito, acabamos por priorizar o esforço em se dançar em algo que possa trazer algum retorno – ainda mais se a dança é sua fonte de renda. E, seja pelo fator cansaço ou outras questões internas, às vezes são os compromissos que nos fazem sair do sofá e mexer o esqueleto.

Mas, vale lembrar que a nossa arte não deve ser feita apenas com fins egóicos – leia-se “só danço se tiver alguma vantagem nisso”. Qualquer tipo de arte que seja produzida de maneira mecânica acabará esvaziando-se de conteúdo e qualidade.

Devemos dançar por gosto. Cada uma de nós buscou a dança por algum motivo interno – a delícia de se movimentar ao som da música, a capacidade de nos tirar do fundo do poço, de nos energizar e dar esperanças num mundo melhor, melhorar nossa autoestima, de poder nos expressar quando as palavras falham.

Porém, as dificuldades da vida muitas vezes nos fazem esquecer disso. Então, a dica aqui é: lembre-se da alegria de se dançar por si só. Separe um momento da semana para se fechar no quarto, ligar músicas aleatórias e dançar, dançar e danças. Sem espelhos, sem público, sem compromissos a serem cumpridos.

Dance para você mesma!

Nunca pare de estudar

Dica autoexplicativa, não? Mas ainda assim, temos que ficar batendo nesta tecla de tempos em tempos, pois a tendência de nos acomodarmos com nosso desenvolvimento é bastante comum.

Continuar a estudar implica em muitas coisas, e todas elas podem alavancar o seu desenvolvimento como bailarina, mas também na sua imagem e reputação profissional (se for o caso). Aprofundar seus conhecimentos irão melhorar sua capacidade técnica, lhe fornecer novos meios de executar um determinado passo, refinar sua expressividade, ampliar seu leque de percepções e muito mais.

Continuar estudando implica em manter-se atualizada, em conhecer os diversos estilos e abordagens da dança – mesmo que você não goste de praticar todos eles. É sempre importante saber um mínimo, pois muitas vezes recebemos alunas que não irão seguir ou gostar do mesmo caminho que trilhamos, mas isso não significa que não possamos dar uma mãozinha para a aluna encontrar sua própria expressão.

E, principalmente, estudar evitar que cometamos gafes ou que fiquemos para trás na qualidade de nossas performances.

Reveja seus conceitos

Esse conselho é semelhante à primeira dica, afinal, parar de se criticar negativamente e de se preocupar em competir e atingir algum padrão é uma mudança conceitual que temos que plantar na cabeça. Mas aqui a questão vai além de uma autoanálise.

Devemos rever e reciclar uma miríade de conceitos que se enraízam nas nossas vidas. Além dos “básicos”, sobre padrões impostos pela sociedade, temos questões referentes a definição do que é arte, sobre imperfeição e perfeccionismo, sobre o que queremos passar para o público, o que almejamos nos tornar, e tudo o que o meio da dança “impõe” nas relações entre as profissionais.

Muitas vezes os problemas que enfrentamos para dançar – sejam eles internos ou externos – se originam em conceitos (e preconceitos) deturpados, mal compreendidos ou forçados em nossas vidas.

Procure o que define a sua dança. Veja que bases estão prejudicando seu crescimento, ou trazendo sofrimento. E livre-se delas!

 

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Anath Nagendra

Gaúcha, camaleoa, eterna estudante, pesquisadora, bailarina, professora e coreógrafa de Danças Árabes, Tribal Fusion e Raja Yoga. Fascinada por didática e as variadas percepções da dança.

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