Vantagens e Desvantagens em Workshops de Dança

0
9
views

O assunto workshops de dança divide um pouco as opiniões entre alunas e professoras do meio. Algumas adoram, outras acham perda de tempo, há aquelas que acham caro demais e ainda as que se sentem atraídas pela dinâmica intensiva. Mas quais as reais vantagens e desvantagens desse tipo de atividade? Qual o melhor momento de procurá-los, como saber se valem a pena?

A bailarina Aziza Zayn escreveu uma matéria (aqui) falando um pouco sobre as vantagens de se fazer workshops de Dança do Ventre, mas, independente do estilo que você faz, existem alguns detalhes interessantes a serem abordados que podem ser importantes de se lembrar, principalmente quando o assunto é Dança Tribal: tão saturado de cursos intensivos e workshops durante todo o ano.

 

Aulas regulares ou workshops?

Em ambos os casos existe uma dinâmica própria com um propósito específico e diferente, logo, haverá vantagens e desvantagens em cada “estilo” de abordagem didática, e estas dependerão muito de você mesma.
Em aulas regulares, a vantagem está em se ter mais tempo para se aprender determinado assunto com calma, trabalhar bem a técnica e se ter uma professora para guiá-la e corrigi-la de perto. Em contrapartida, a absorção de conteúdo é um pouco mais lenta, e no caso da Dança Tribal – sendo um mundo tão plural e imenso – a aluna pode acabar demorando muito para aprender determinado aspecto, ou acabar aprendendo apenas o viés praticado pela professora. Os workshops possuem uma dinâmica mais intensiva devido ao número de horas reduzido, porém as chances de ser corrigida são menores, além de geralmente o trabalho ser sobre um tema específico.
A dica é: explore ambos! Faça aulas regulares para poder treinar de maneira disciplinada e ter à disposição uma professora para tirar dúvidas e fazer avaliações do desenvolvimento e se jogue em workshops para aprender técnicas e perspectivas novas, com diferentes professores, explorar assuntos específicos e bem estudados pelo profissional em questão, e assim potencializar sua técnica e conhecimento.

Quem deve fazer workshops?

Aqui o propósito é mais relembrar algo que é muito repetido no nosso meio: nunca deixe de ser estudante! Ou seja, independentemente se você é iniciante, aluna intermediária, avançada ou mesmo uma profissional com longa estrada, procure sempre se manter informada e aprofundar seus conhecimentos. Workshops são ótimas ferramentas para se introduzir num determinado assunto, para reciclar suas técnicas ou mesmo aprender o viés da outra professora.

Custo-benefício

É bastante comum que workshops sejam razoavelmente caros – motivo de reclamação de muitos com relação a essa dinâmica. É preciso estar consciente do que está por trás disso: muitas vezes a escola que propõe a aula traz uma professora de fora – tendo de custear seu transporte, alimentação, pagamento, etc. Além disso, o cerne de um workshop é oferecer conhecimento teórico e prático condensado, ou seja, o que você aprenderia em semanas de aulas regulares pode ser absorvido em poucas horas. Fora considerar todo o trabalho de pesquisa e montagem didática feitos pela professora para oferecer um material interessante e de qualidade.
Porém, estes são os aspectos que justificam muitos preços desse tipo de atividade, mas não nos informam o real custo-benefício. Existem pessoas que por diversos motivos cobram um preço muito caro pelo material que oferecem, ou aquelas que elevam seu preço simplesmente por serem alguém “famoso” – o que não implica necessariamente em uma aula de qualidade. Assim, a dica para se prevenir de frustrações ou picaretagem é: procure workshops cujos assuntos realmente lhe interesse, que seja ministrado por alguém de credibilidade e cuja didática ou conhecimento sejam reconhecidos e, se possível, que tenha uma descrição do cronograma ou enfoque do assunto, para se ter certeza de que você vai experimentar conteúdo novo.

A importância para o Tribal

De uma maneira geral, considerando os pontos vantajosos, os workshops são importantes em qualquer estilo de dança, porém, para o Tribal há alguns pontos-chave de maior importância:
  1. A disseminação do estilo: por mais que atualmente o Tribal esteja crescendo no país, ele ainda é muito desconhecido em diversas regiões. Sabemos que esta dança chegou tardiamente no Brasil e de maneira confusa. Há pouca oferta de professoras, e muita concentração em poucas regiões. Mesmo com o compartilhamento de informações através da internet, a maior parte das fontes é em inglês, o que dificulta seu acesso para muitos brasileiros. Assim, enquanto não tivermos bons profissionais da Dança Tribal lecionando pelos quatro cantos do país, a saída é a dinâmica de workshops, que podem ser levados por professoras contratadas para algum evento, por exemplo.
  2. A oportunidade de explorar um conteúdo novo: por exemplo, técnicas de Ballet Clássico costumam ser muito bem-vindas para o nosso desenvolvimento corporal, porém nem todas nos interessamos por esse estilo de dança. Assim, um workshop sobre esse estilo pode nos oferecer uma vivência e absorção de técnicas direcionadas para o que realmente queremos. E isso vale para qualquer outro tipo de dança ou mesmo qualquer outro conhecimento. Sendo o Tribal uma dança tão diversa e que fusiona tantos estilos e culturas, mesmo que nos interessássemos seria virtualmente impossível estudarmos a fundo todos eles. Assim, podemos ir aprendendo de tudo aos poucos através de workshops temáticos.

Anath Nagendra

Gaúcha, camaleoa, eterna estudante, pesquisadora, bailarina, professora e coreógrafa de Danças Árabes, Tribal Fusion e Raja Yoga. Fascinada por didática e as variadas percepções da dança.
Liked it? Take a second to support Tribal Archive on Patreon!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here