Documentário Ethiopia Dances for Joy

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Fonte: Tamalyns Films

Se você ama aprender sobre outras culturas do mundo, o documentário “Ethiopia Dances for Joy” é uma ótima pedida! Este pequeno filme é fortemente voltado para danças tradicionais, mas não qualquer dança: o documentário se foca em apresentar diversas manifestações folclóricas típicas de diversas regiões da Etiópia! Produzido, filmado e dirigido pela mestra da Dança Oriental Tamalyn Dallal e editado por George Achi, o filme nos carrega para o meio de um povo exótico de terras distantes. Você pode assisti-lo através do site Datura Online ou adquirir o DVD por este link aqui.

“A intrépida dançarina Tamalyn Dallal viaja para a Etiópia. Ao contrário das imagens terríveis da pobreza que se poderia esperar, ela encontra uma série alegre de danças únicas que são completamente diferentes das encontradas em qualquer outro lugar da Terra.

“Danças de ombro” (“Eskesta”) podem se tornar a próxima mania de dança mundial. Há também danças litúrgicas, danças com guarda-chuvas, danças com movimentos de cabeça e muito mais. Sra. Dallal dá contexto a essa vasta gama de danças, compartilhando suas aventuras de viagem, mostrando comida etíope, moda e vida diária.

A jornada começa quando ela ensina a dança do Oriente Médio a adolescentes em uma escola de circo, com jovens malabaristas e acrobatas como pano de fundo. Aprendemos que a Etiópia tem 80 culturas, cada uma com seu próprio idioma ou dialeto. No caldeirão da Etiópia, Addis Abeba, a empresa Hager Fikr Dance representa nove categorias de dança que abrangem essas culturas.

Tamalyn encontra o papa ortodoxo etíope em um avião para a cidade histórica de Axum, onde ele lidera uma colorida e processional Missa do domingo de Ramos. Cada cidade que ela visita produz surpresas, desde um encontro com hipopótamos até descendentes de antigos egípcios em barcos de papiro. Experimentamos uma missa de Páscoa iluminada por velas com sacerdotes dançando em uma antiga igreja subterrânea, uma celebração muçulmana da vida do Profeta Muhammed (PBUH), cerimônias do café, castelos, comidas exóticas, dança e mais danças.

“Ethiopia Dances for Joy” é dedicado ao irmão caçula de Tamalyn, Richard Harris, cuja vida como escritor de viagens a inspirou a honrar sua memória com um filme que promove e compartilha alegria.”

Com as religiões Cristã Ortodoxa e Islâmica sendo as mais expressivas no país, vivenciamos um pouco dos costumes influenciados por estes contextos, como a Missa mencionada acima, mas também a cultura rica e exótica de um país com uma história muito antiga.

As cerimônias do café estão presentes quase em todos os momentos, além de uma abundância de comida típica – e também forasteira: Tamalyn comenta que a presença de massas e pizzas são muito fortes, devido à moradores italianos que ficaram na região durante 5 anos. Apesar de nunca ter sido colonizada, esse curto tempo foi suficiente para o povo receber de braços abertos a comida típica de outro país. Ainda assim, fica claro que é um povo muito orgulhoso e enraizado em sua cultura.

Dallal também nos mostra muitos vídeos com trechos de danças folclóricas típicas, como, por exemplo, os “agew”, cuja origem é rural, eram os agricultores. Diz a tradição que eles dançavam com guarda-chuvas, porém não se sabe mais quanto à sua função ou simbolismo na dança. Descobrimos também como existem diferenças nas danças típicas dependendo da localidade, se mais ao norte ou mais ao sul.

Fonte: Tamalyns Films

Além dos agew, nos são apresentados muitos outros estilos e expressões, tais como: oromia, afar, somali, guraginya, wolayta, gumuz, gambela, tigrinya, gonder, gojam e wollo. Em cada apresentação via-se músicos tocando ao vivo, um cantor ou cantora, e os dançarinos à frente, homens e mulheres, muitas vezes cantando e interpretando junto dos músicos! E todos estes povos englobam uma miríade de diversidade: povos urbanos, povos tribais, povos nômades, povos que vivem na região mais quente do mundo… Algumas dançam retratam a vida no campo, outras enfatizam a beleza de suas mulheres, outras exploram questões sociais e conflitos, outras retratam o esforço do trabalho ou sua religiosidade.

A título de curiosidade, em dado momento do documentário – durante a procissão cristã ortodoxa da Páscoa – vemos a multidão fazer um som típico, chamado de “illita”, que lembrou o famoso “zagareeth” árabe, sendo, porém, mais grave.

Apesar de curtinho (48min), o documentário é muito rico e extremamente importante, principalmente, para nós, dançarinas tribalescas, visto que geralmente documentários se voltam para abranger a cultura toda de um povo, sendo a dança apenas um de seus aspectos. Enquanto agentes da fusão cultural, é sempre muito bom que pesquisemos bem as origens do que inserimos em nossa dança, e ter oportunidades do tipo é imprescindível!

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Anath Nagendra

Gaúcha, camaleoa, eterna estudante, pesquisadora, bailarina, professora e coreógrafa de Danças Árabes, Tribal Fusion e Raja Yoga. Fascinada por didática e as variadas percepções da dança.

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