Guia de Treino para Turns & Spins com Joline Andrade

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No último sábado, dia 11, Joline Andrade trouxe à Jundiaí um workshop prático de turns e spins com duração total de 3 horas. O curso aconteceu na escola Portal do Egito® com organização por mim, Melissa Art. Através de um treino intenso, combinando sequências coreográficas que requerem força, estabilidade e sofisticação, o workshop teve como objetivo preparar as alunas para a inserção de giros dinâmicos e criativos em suas performances futuras.

O curso foi voltado para dançarinas de nível intermediário, todavia, apesar da turma estar bem mesclada, com alunas e professoras de dança do ventre, tribal fusion e ATS®, independente da experiência em dança de cada uma, todas apresentamos dificuldades nos mesmos pontos. Esse foi um dos motivos da preferência pelo tema, definida através de uma enquete com as interessadas: apesar de ser um tópico um pouco difícil de se trabalhar, a técnica de giros é um dos pontos fortes e essenciais para destacar uma dançarina profissional.

O dançarino profissional é aquele que parece flutuar através de giros e piruetas. Muitas coisas podem potencializar a técnica para execução de giros: foco, equilíbrio e força do centro de gravidade. Vamos nos concentrar nestes tópicos, bem como trabalhar com e em torno do alinhamento vertical, aprendendo a projetar o peso para criar deslocamentos, giros dinâmicos, técnica de piruetas lentas e muito mais.

Uma das principais barreiras para realizar giros é, sem dúvida, o receio que temos de nos desequilibrarmos. Mas, como a Joline mesma apontou, o mais experiente dos bailarinos pode se sentir tonto após uma sequência intensa de giros, todavia, somando algumas técnicas e cuidados podemos reduzir a sensação de vertigem para que possamos dar continuidade na nossa performance. Aprender a realizar giros sequenciais com maestria é um ponto, mas conseguir interromper o processo sem se desequilibrar é outro ponto essencial para trabalharmos em nossos treinos.

A instrutora deu início à atividade perguntando quem já havia realizado aulas de outros estilos de dança afora dança do ventre e tribal; isto porque podemos desenvolver habilidades em outras modalidades e aproveitarmos estas técnicas para a construção do nosso repertório. Havia participantes, por exemplo, com facilidade para executar movimentos na meia ponta, enquanto outras preferiam pé no chão, e havia ainda quem preferia trabalhar no calcanhar, dada à experiência com dança indiana. Encontrar a postura que lhe dá mais conforto é bastante cômodo, desenvolver sua própria técnica é fundamental, mas também é importante sairmos do da nossa zona de conforto e nos desafiarmos a apreender novas técnicas corporais.

Quanto mais evoluímos na técnica de giros, mais ficamos aptos a realizar giros rápidos, com maior precisão e em maior quantidade, além de poder brincar com o eixo e o alinhamento do corpo e dos braços. Nosso cérebro se acostuma com o movimento depois de certo tempo de prática, mas isso requer treino e dedicação. Acredite, é possível sim se sentir confortável girando! Confira algumas dicas para dar início aos seus treinos:

Como começar

Workshop com Joline Andrade em Jundiaí-SP. Foto: Melissa Art

Ter uma boa noite de sono, fazer refeições leves e hidratar-se regularmente é a chave. É preciso estar disposto física e mentalmente para um treino de giros. Confira algumas dicas fundamentais para uma prática eficiente, aqui mescladas com as instruções recebidas no workshop com a Joline Andrade:

  1. Treinos de giros são sempre intensos, mas diferentemente de quando estamos treinando em casa, queremos acompanhar o ritmo do grupo na sala de aula, todavia cada pessoa tem o seu ritmo e é fundamental realizar quantas pausas for necessário para você não sofrer com náuseas.
  2. Também precisamos de uma superfície segura para girar, não muito escorregadia, nem muito áspera, para deslizarmos com facilidade. Utilizar meias pode ajudar.
  3. Para girar na meia-ponta, lembre-se de abrir bem os dedos dos pés para ter mais apoio.
  4. Comece devagar, com giros mais lentos e sequências curtas, e divirta-se durante o processo. Ao parar, caso se sinta meio tonto, abaixe a cabeça, respira fundo e conte até 10 antes de tentar novamente.
  5. Como a maior parte dos movimentos, ficamos mais confortáveis ao executarmos no sentido anti-horário, pela direita. Se encoraje a girar no sentido horário também para promover o equilíbrio em seu corpo.
  6. O gengibre é um ótimo aliado para as náuseas, seja em chá, balinha, fresquinho, etc. Pode ser útil ter algum contigo.
  7. Experimente pular levemente para cima e para baixo, com ambos os pés, essa atividade também pode ajudar seu corpo a encontrar um equilíbrio.
  8. Força no seu centro! Um abdominal forte irá mantê-lo mais equilibrado, o que reduzirá as chances de uma vertigem.
  9. Você também pode ajudar a sua mente a se sentir confortável e inspirada assistindo performances com giros. Isso realmente funciona! Temos um post aqui no Tribal Archive sobre a inércia criativa, confira aqui.
  10. O véu é um elemento gostoso de se trabalhar quando buscamos explorar as possibilidades criativas de giros. Em maio deste ano optei pela coreografia “Viaje” de Ashley Lopez no desafio da Datura Online cuja metade da coreografia são somente giros. Aproveitei a oportunidade do workshop para apresentar uma versão adaptada da coreografia.


Tem alguma dica ou experiência para compartilhar conosco? Fique à vontade para nos enviar uma mensagem ou deixar um comentário.

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Melissa Art

Melissa Art

Leonina na casa dos 20, Melissa Souza é natural de Jundiaí/SP, mas o coração é de Minas. Produtora e jornalista, atua com assessoria de mídias digitais para empreendedores e artistas.
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