Mãe Tribal: Dança e Gravidez com Joline Andrade

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Muitos bailarinos profissionais, e até mesmo aqueles que estão dançando apenas por diversão, se sentem confrontados com a questão da maternidade. E, na maioria das vezes, são medos do desconhecido. Muitos temem as mudanças no ritmo normal da vida, as novas prioridades no corpo, e a pior coisa que todos eles temem é a ideia ficarem presos em casa.

A 4ª edição da revista digital não periódica Tribaland traz um artigo sobre dança e gravidez escrito pela tribaldancer Maria Fomina, com entrevistas de mães dançarinas de todo o mundo contando suas histórias e experiências. Todas elas passaram pelas mesmas dificuldades e alegrias: expectativas e realidades na dança durante a gravidez, a combinação do trabalho com a dança e os cuidados com o bebê, a recuperação no pós-parto e um olhar para o futuro.

A tribaldancer brasileira Joline Andrade também foi entrevistada para a matéria e falou sobre sua gestação e o período de recuperação após o nascimento de Valentina, que completou o primeiro ano de vida em 2016, e o Tribal Archive traz um recorte da entrevista traduzida em primeira mãe para você. Confira!

Maria: Quando você soube que estava grávida, claro que se sentiu infinitamente feliz! Mas tenho certeza que todo bailarino se pergunta: e agora, o que farei sobre a dança?
Joline: Para mim, a gravidez foi um presente maravilhoso. Dancei durante quase toda a gestação, repousando somente no último mês. Durante a gravidez, não houve um momento em que eu pensei que queria parar de dançar. Meus alunos realmente me apoiaram. Fui trabalhar, passei por todos os tipos de eventos e sabia que estava fazendo tudo com a mesma energia. Mesmo grávida de seis meses, eu trabalhei como de costume no mesmo ritmo saturado. Voltei para as aulas 20 dias após o parto – primeiramente, para a yoga, que me ajudou a voltar à minha forma física e contribuiu com meu equilíbrio emocional, para que eu pudesse me dedicar aos cuidados do meu amado bebê.
Maria: Por favor, compartilhe seus pensamentos sobre a combinação de gravidez com a dança, a gestação, suas performances e viagens. O que foi difícil e o que é fácil? O que mudou?
Joline: Eu pensei que seria difícil manter um emprego, mas não encontrei dificuldade alguma, pelo contrário: a dança era a terapia perfeita, e não como eu imaginava. Recebi convites com a mesma frequência de antes da gravidez, e todo o trabalho tornou-se ainda mais mágica por causa da gravidez. A atmosfera de força e unidade infectava as mulheres em torno de mim como se evocasse o poder sagrado da feminilidade e da maternidade. Quanto à gestação, no sétimo mês eu tome a precaução de diminuir o tráfego, fazendo os movimentos com mais cuidado, sem torções ou tensões.

Valentina completou seu primeiro aninho em 2016

Maria: Como foi para você dançar com a barriga? Como responder ao público e aos alunos?

Joline: Foi curioso e agradável dançar em diferentes fases da gravidez. A diferença de peso, equilíbrio, o nível de controle muscular no abdômen inferior, o componente emocional, enfim: foi uma experiência maravilhosa. Da plateia eu recebia reações mistas de horror com a ideia de algo acontecer e total apoio do público.
Maria: E agora o momento tão esperado: você tem seu bebê nas mãos! Nós sabemos como o corpo se transforma durante e após a gravidez. Como você manteve a forma? Quais exercícios precisou adicionar ou remover da rotina? E como você passou o último mês de gravidez?
Joline: Retornar à minha forma anterior foi claramente mais importante do que qualquer beleza física. Meu retorno ao treinamento foi motivado pela minha necessidade de saúde física e psicológica. Como já disse, praticar yoga 10 dias após o parto foi a chave. Além disso, eu estava no Tribal Massive três meses após o parto, e todo o treinamento estava em pelo vigor nos primeiros meses após o nascimento de valentina. Um verdadeiro desafio! Mas eu respeitei o tempo necessário para meu corpo voltar à forma anterior. Eu não usei ataduras e aderi a dietas rigorosas. Foi mais natural e linear que meus hábitos usuais.
Todas as histórias foram coletadas para inspirar e informar, mas isso não significa que você será como qualquer mãe-dançarina, afinal, cada uma tem a sua própria história e circunstâncias. (…) Seja criativa para criar a sua própria história de uma maneira especial, sem se comparar aos outros! Fica aqui um incentivo para o desenvolvimento pessoal.
(tradução livre)

Melissa Art

Melissa Art

Leonina na casa dos 20, Melissa Souza é natural de Jundiaí/SP, mas o coração é de Minas. Produtora e jornalista, atua com assessoria de mídias digitais para empreendedores e artistas.
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