Muitos motivos para se fazer Dança Tribal

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Você certamente já topou pela internet com artigos e matérias falando sobre os benefícios da prática da Dança do Ventre, dança em geral e mesmo a Dança Tribal. Muitos costumam se voltar para as vantagens físicas e relacionadas à saúde do corpo, enquanto que outros textos são mais abrangentes e incluem bons resultados a nível emocional e social.

Hoje vamos falar um pouco sobre todos estes benefícios que já estão na boca-do-povo (mas que muitas vezes devemos relembrar), mas também sobre outros aspectos que podem ser desconhecidos para muita gente, principalmente quando o assunto é Tribal.

Praticamente todos eles são aplicáveis a outros estilos de dança, e muitos inclusive são fortemente compartilhados com o meio da Dança do Ventre, mas aqui tentaremos nos aprofundar especificamente na Dança Tribal. Há algo que ela possa nos oferecer que não encontraremos em outras atividades? Vamos por partes!

A Relação com o Corpo – Aspectos Concretos

Como atividade física, o Tribal trará uma série de benefícios para o corpo, tal como o faz outros estilos de dança: melhorará tua postura, quebrará a couraça muscular, trabalhará alongamentos e desenvolvimento da musculatura, pode ajudar a emagrecer, melhora a saúde do coração e do corpo como um todo, etc.
Além disso, no caso da DV e Tribal, estas ainda trarão uma grande melhoria na consciência corporal e coordenação motora, devido a natureza de seus movimentos. Porém, aqui o Tribal ganha uma certa vantagem, pois este estilo aprofunda muito os treinos de isolamento de movimentos e suas combinações, de forma que o ganho em consciência corporal é razoavelmente maior.
 

A Relação com o Corpo – Aspectos Sutis

De brinde com os benefícios físicos citados acima, vem também alguns “itens” que muitos já intuitivamente sabem: dançar reduz o estresse da vida cotidiana, ajuda a dissolver tensões musculares, aliviar ansiedade e depressão, etc. É possível até usar a dança como forma de terapia – física ou psicológica!
Com relação aos benefícios psicológicos, o mais conhecido, creio, seja a melhora na autoestima. Ao dançar, entramos mais em contato com nossos corpos, nossa saúde e também a nossa autoimagem. Começamos a nos alegrar pelas nossas capacidades, nos deliciar com as sensações ao dançar, nos achamos mais bonitas e nos criticamos menos.
Podemos dizer que a DV e Tribal são um dos estilos de dança que mais possui relatos de mulheres afirmando uma maior aceitação e amor a si próprias. Como um adendo, é possível dizer que o Tribal leva uma leve vantagem também, pois sua essência exótica permite que muitas moças de estilos alternativos e/ou underground – que muitas vezes se sentem deslocadas no mundo, se desencorajando a praticar algo que não se “encaixem” – possam vivenciar suas questões sentindo-se confortáveis. ;)
Mas não é apenas a autoestima trabalhada que reflete os aspectos “sutis”. Há uma camada de benefícios psicológicos e energéticos que pode ser processado com a ajuda da dança. É possível usar de movimentos e a dança para acessar conteúdo inconsciente de nós mesmos, dissolver bloqueios energéticos pelo corpo e evitar somatizações desagradáveis no nível físico, assim como equilibrar nossas funções emocionais – muito importante atualmente, em tempos tão conturbados.

O Desenvolvimento e a Espiritualidade

Porém, não só de músculos e estresse é formada a vida. Assim, dançar pode ser uma ferramenta maravilhosa e poderosa em nossos processos de autoconhecimento, de desenvolvimento como pessoa – seja a nível individual ou coletivo – e de reconexão com algo espiritual.
O trabalho no autoconhecimento, como mencionado antes, possibilita um mergulho dentro de nosso universo interno, buscando iluminar os cantos obscuros, dissolver complexos e integrar personalidades renegadas, nos tornando indivíduos mais equilibrados, completos e sábios, o que irá impactar também nossas vidas a nível externo, nossas relações e convívios sociais.
Além disso, como é frequentemente dito sobre a Dança do Ventre, ela nos ajuda a reconectar com aspectos e energias espirituais, sagradas e ritualísticas, como por exemplo o Sagrado Feminino. No Tribal isso é ainda mais exacerbado, pois nos permite mergulhar em diversas práticas rituais e esotéricas de culturas diversas para nos conectarmos com o místico.

Cultura e Coletividade

A nível social e cultural, a Dança Tribal sai em larga vantagem: o cerne do estilo é a fusão de variadas culturas – tanto pela estética quanto pelos movimentos e filosofias – e sua essência é a união, a conexão entre os indivíduos de uma mesma tribo. Essa ideologia geralmente é mais praticada dentro do ATS®, afinal, é um improviso coordenado em grupo, mas é também levada para as experimentações em solo, pois é algo a ser adotado em todas as faces da vida (ao menos idealmente).
Assim, praticando a Dança Tribal, aumentamos os nossos conhecidos sobre outras culturas e melhoramos nossos relacionamentos e empatia com relação ao outro. Iremos fazer novas amizades e conhecer pessoas de todos os tipos, enriquecendo nosso próprio ser.

Expressão Pessoal & Artística

Por fim, o Tribal é uma das formas de dança que mais potencializa as suas possibilidades artísticas. Além das vivências proporcionadas em grupo, as experiências individuais podem auxiliar a expressar partes de si mesma que não ganharia voz de outra forma. Podemos enviar uma mensagem, canalizar energias, descobrir facetas nossas novas, e expressar toda a nossa criatividade e questões internas!
É possível dizer que a Dança Tribal reúne todos os benefícios observados em outras danças e na dança do ventre, mas vai um pouco mais além graças à sua natureza múltipla e virtualmente infinita, sendo um veículo totalmente personalizável.

Em suma: dançar é uma delícia, mas dançar Tribal é embarcar em uma montanha-russa de descobertas!

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Anath Nagendra

Gaúcha, camaleoa, eterna estudante, pesquisadora, bailarina, professora e coreógrafa de Danças Árabes, Tribal Fusion e Raja Yoga. Fascinada por didática e as variadas percepções da dança.

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