Para dançar Tribal Fusion tem que saber ATS®?

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Dany Anjos, 32, natural de São Paulo, divide seu tempo entre o trabalho como gerente administrativo e o prazer de ser professora de dança tribal no Espaço Romany¹, uma escola de danças étnicas na qual ela é sócia-proprietária. Ao término do Hafla Tribal Archive, ocorrido em 15 de abril de 2017 na Boutique Vintage Bistrô & Bar – onde ela se apresentou com a Cia Romany de American Tribal Style®² e também com um solo de dark fusion² – conversamos sobre sua trajetória na dança, sua visão atual e as expectativas para o cenário da dança tribal.

Apesar de gostar muito de dança, Dany iniciou na dança do ventre em 2004 sem qualquer pretensão de se tornar o que é hoje – técnica em dança e sister studio FCBD®. Orgulha-se em dizer que caiu nas mãos de uma excelente profissional, Danny Negri², na região do ABC paulista. Confessa ainda que não esperava se deparar com uma “loirinha, magrinha, super meiguinha” (SIC) devido ao estereótipo da dançarina do ventre de cabelos compridos que a televisão costuma passar para a gente.

Foi a partir dessas aulas que Dany começou a se interessar mais pela história e cultura da dança, demonstrando ser, desde o princípio, uma aluna dedicada e estudiosa. E então, em meados de 2009 para 2010, ela encontrou o tribal e, com suas palavras, enlouqueceu: “eu pensei ‘isso é dança do ventre, mas esses braços não são os que eu aprendi, tem alguma coisa diferente!’”. A partir de então, ela começou a pesquisar aulas de tribal na região e, em meio a suas pesquisas, deparou-se com o American Tribal Style® e percebeu alguma relação, mas foi depois de um aulão de ATS®² e tribal fusion² com Rebeca Piñeiro que ela resolveu começar a fazer aulas regulares.

Na época, o número de professoras e espaços que ofereciam a modalidade era bem escasso, segundo Dany, era difícil inclusive encontrar informações sobre o assunto, o pouco material que havia na internet normalmente estava em inglês e havia uma divergência nas ideias, uma fonte entrando em contradição com outra. Houve um período de muita tensão no Brasil em que as dançarinas ficaram divididas por uma questão: para dançar tribal fusion, tem que saber American Tribal Style®?

A questão ainda divide opiniões, para Dany, é importante conhecer as origens da dança tribal. Todavia, quanto aos rumos que a dança tribal pode tomar, alega que não é possível “engessar a arte”, por isso acredita que ainda irá acontecer muitas mudanças, principalmente devido aos artistas que estão surgindo e realizando criações em cima daquilo que já existe.

“Só posso dizer que tem que haver um respeito com o trabalho de cada profissional, e um bom profissional tem que respeitar a origem das coisas. É importante, para quem faz tribal fusion, saber de onde tudo surgiu, como o movimento começou”, diz ela acerca da sua metodologia e da filosofia do Espaço Romany.

Confira a entrevista na íntegra em áudio:


¹ O Espaço Romany está localizado na R. Gaspar Soares, 392 – São Paulo/SP. Saiba mais em //www.espacoromany.com
² O Studio de Dança Danny Negri está localizado na Alameda Campestre, 956 – Santo André/SP. Saiba mais em //www.dannynegri.com.br

Melissa Art

Melissa Art

Leonina na casa dos 20, Melissa Souza é natural de Jundiaí/SP, mas o coração é de Minas. Produtora e jornalista, atua com assessoria de mídias digitais para empreendedores e artistas.
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