Tribal & Bellydance: começando a dançar!

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Mais um ano começando, cheio de promessas, possibilidades, oportunidades e desejos de realizar tudo o que deixamos cozinhando em banho-maria! E para muita gente, surge aquela vontade de começar a dançar, finalmente tirando a poeira e movimentando o corpo, aproveitando todos os benefícios que tanto lemos internet afora – seja sobre Dança do Ventre ou Dança Tribal.

Porém, é muito comum irmos nos enrolando, procrastinando, deixando a preguiça das férias – ou o cansaço do trabalho no verão – nos murchar a vontade. Ou pior, acabamos por deixar aquela voz interior nos sabotar: “você não tem mais idade pra isso”, “você não tem o corpo ideal pra essa dança”,  “é uma dança muito vulgar e provocativa”, “é dança de gótico/satanista”… E por aí vai. Sempre haverá alguém para criticar esse estilo de dança. E se você já praticou em algum momento e quer retornar, os “argumentos” são ainda maiores, como, por exemplo, “Você não tem quadril solto”, ou “Você é muito durinha”.
Então, para começo de conversa, respire fundo e lembre-se: VOCÊ É LIVRE PARA FAZER O QUE QUISER. A diversidade está aí e ela é linda! Deixe de lado todos os comentários negativos e se foque nos benefícios que a dança – em suas variadas formas – pode te trazer. Para quem está pensando em começar agora, seguem algumas dicas para que você se divirta, aproveite o aprendizado e se apaixone pela dança!

 

Paciência é uma virtude

Não que isto não seja válido para qualquer tipo de dança ou atividade, mas a Dança Tribal tem uma essência desafiadora particular: o isolamento dos movimentos. A dificuldade em executar, por exemplo, movimentos de quadril mantendo o restante do corpo estável muitas vezes pega iniciantes de surpresa, que podem se sentir frustradas por causa da “dureza” do corpo.

Aqui o recado principal é: seja persistente! A maior parte dos movimentos desses estilos não são “naturais” ao corpo, ou seja, será necessário trabalhar bastante a coordenação motora e a consciência corporal para se desenvolver. Pode parecer difícil no começo, mas com um pouco de prática você vai sair andando pela casa executando movimentos sem problemas!

 

Evite comparações

Sabemos o quanto isso é difícil, afinal, muito da nossa cultura se baseia em comparar-se aos outros. Mas, assim como vemos na nossa sociedade, em geral isso só nos traz problemas e tristezas. Lembre-se: cada uma de nós é única, com característica, qualidades e defeitos individuais!

Cada pessoa tem um tipo de corpo, um nível de elasticidade, força muscular, coordenação e consciência corporal. E essas características não variam apenas de pessoa pra pessoa, mas também em diferentes partes do corpo de um único corpo! Você pode descobrir com as aulas que tem muita facilidade em aprender determinados passos, e depois percebe que tem dificuldade com outros. E a colega do lado pode ser o exato oposto!

Assim percebemos como não vale a pena nos compararmos – seja pra melhor ou pra pior – com outras alunas ou mesmo com a professora. Cada um tem seu tempo de aprendizado, seu nível de desenvolvimento. Tenha sempre isso em mente e o seu aproveitamento dos primeiros meses de aulas será muito melhor!

 

Valorize a professora

É ela quem verá você de fora com a perspectiva técnica. A professora não é apenas a fonte de conhecimento da dança, mas também o olho que te corrigirá – e isso é para o seu próprio bem. Uma boa professora irá se preocupar que você execute o passo corretamente e com uma boa postura não só por uma questão estética, mas também de saúde. Afinal, um movimento mal feito pode trazer bastante dor de cabeça…

 

Que roupa devo usar?

Como para qualquer atividade física, o básico é: uma roupa confortável e que não limite movimentos! No caso da Dança Tribal, a barriga exposta não é regra, você pode usar uma blusa comprida se preferir, sem problemas! Assim como lenços de quadril: eles podem servir como uma dica visual importante no aprendizado, mas também não são indispensáveis. Não precisa faltar a uma aula porque esqueceu o item. Outra questão são os pés: o mais comum é o pé descalço, mas isso igualmente não é regra. Você pode usar uma sapatilha, meia ou algum outro sapato específico para dança. Novamente, o importante é o conforto e a liberdade de movimentos!

 

Tribalize-se!

Aqui o recado é: faça amizades e aproveite o círculo de colegas com união! Ao evitar as comparações, fica mais fácil de admirarmos as colegas e ter empatia e humildade para aprender, nos inspirar ou ajudar, assim fugimos de atitudes egoicas e sentimentos de competição. Além disso, é sempre bom lembrar que, independente do motivo que te levou a procurar a dança, seu benefícios serão potencializados se você se divertir enquanto aprende, seja na execução dos movimentos, na descoberta do corpo, no ritmo da música, nas risadas com as colegas… aproveite cada momento!

 

Este artigo foi inspirado nesta matéria de 2016 do Eu, Bailarina.
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Anath Nagendra

Gaúcha, camaleoa, eterna estudante, pesquisadora, bailarina, professora e coreógrafa de Danças Árabes, Tribal Fusion e Raja Yoga. Fascinada por didática e as variadas percepções da dança.

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