Tribal em Luto por Jamila Salimpour

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Foto: Unmata Sigil

Hoje a comunidade tribal entrou em luto com a falência de Jamila Salimpour, comunicada nas redes sociais por sua filha, Suhaila Salimpour:

É com um coração pesado que anuncio a morte de minha mãe, Jamila Salimpour. Esta é uma perda profunda não só para mim e para a minha família, mas para todos que ela tocou durante a vida. Jamila era mãe, avó, amiga, mentora e pioneira. Ela foi amada e respeitada por muitos, e sua influência, sem dúvida, continuará pelas gerações futuras.

 

Durante este momento emocional, peço que você dê espaço e tempo à minha família para se afligir. Agradecemos suas orações, simpatia, amor e apoio durante esse período, mas pedimos que você não envie flores. Vamos anunciar detalhes do memorial na página de homenagem de Jamila na próxima semana. Congratulamo-nos com você para compartilhar suas condolências, memórias e histórias lá, como todos nós lamentamos a perda de um ícone e reminiscência sobre a vida de Jamila Salimpour e o legado incrível que ela deixou para trás.

Aos 16 anos, Jamila saiu de casa para se juntar ao circo Ringling Brothers, onde desempenhou o papel de acrobata e dançarina, utilizando elementos da dança oriental influenciada por um filme de Tahia Carioca. Esta fusão de elementos orientais com as artes circenses deu origem às primeiras ideias do que viria a ser chamado mais tarde de “estilo tribal americano de dança do ventre”, que ela começou a ensinar na década de 60.

Em 1968, Jamila fundou o grupo Bal Anat (Dança da Deusa Mãe), com performances coreografadas envolta numa atmosfera mística, utilizando cobras, espadas e todo tipo de adereços, baseando-se em lendas tradicionais do Oriente e acrescentando a isso um figurino inspirado no vestuário típico das mulheres orientais: assim nascia a dança do ventre performática, da qual Jamila foi uma das precursoras.

Não é por menos que a mesma ficou conhecida como a “mãe do tribal”: por mais de 50 anos, Jamila foi uma grande influenciadora do estilo contemporâneo de dança do ventre, desenvolvendo um formato de ensino e desenvolvimento de movimentos ainda utilizado no mundo todo, através do qual cunhou termos como “queda turca”, “maya” e “básico egípcio”, tão familiares para nós.

Na sistematização dos movimentos transmitidos pelo American Tribal Style® por Carolena Nericcio, aluna de Masha Archer, que por sua vez foi discípula de Jamila, é notável a influência de Jamila. como Asharah descreve numa postagem datada de 2010 no seu blog Bellydance Paladin. Por fim, Asharah deixa o seguinte recado:

Jamila Salimpour tem 84, e apesar do quanto gostaríamos que ela pendurasse conosco, eventualmente ela passará para o próximo mundo. Ela é uma força da natureza, uma pioneira, uma mulher poderosa e mágica que tem experiência e conhecimento sobre a dança do ventre que a maioria de nós só sonha em ter. (…) Faça-se um grande favor: saiba mais sobre Jamila Salimpour e como ela mudou a cara da dança do ventre contemporânea. Conheça as suas raízes.

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