A Voz da Deusa: Grupos de Canto e Música Étnica

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Quando nos reunimos, movemos uma força. Quando cantamos em círculo, a voz da Deusa emerge das profundezas do íntimo. Quando nos reconhecemos como sagradas, o poder do feminino desperta. Quando nos amamos, amamos a natureza e o mundo se transforma.

Shaman Tribal Co. | Foto por Jana Cunha

A dança como ritual é marca registrada da companhia Shaman Tribal, mas foi no musical Sororitas que fizeram uso do canto como sagrado pela primeira vez, acompanhado por instrumentos percussivos, interpretação de poesia e coreografias de danças de fusão étnica contemporânea. Dirigido por Paula Braz, o arranjo instrumental da performance conta com derbakes, atabaques, tabel, doumbke, timbau, xilofone, xequerê, berimbau, harpa de boca,  flauta, pandeiros e snujs e o repertório musical contém músicas autorais do grupo e músicas populares brasileiras, além de cantos em youruba, espanhol, húngaro e inglês, sobrepostos a ritmo árabes e brasileiros.

Para quem se encantou a performance da companhia (confira aqui), trouxemos duas recomendações especiais de grupos musicais para ouvir e dançar!


Laboratorium Pieśni

Laboratorium Pieśni | Foto por Marta Obiegla

Cantando a capela, adicionando improvisações de voz inspirados pelos sons da natureza, acompanhadas por instrumentos étnicos ancestrais, como tambores xamânicos, flautas e tigelas, o grupo polonês Laboratorium Pieśni é formado por estudantes de música que se dedicam a pesquisar canções folclóricas e tradicionais dos Bãlkans, Polônia, Ucrânia, Bielorrússia, Geórgia, Escandinávia, e muitos outros países ao redor do mundo, resgatando a sonoridade das mulheres antigas e selvagens.

Fundado por Alina Jurczyszyn  em 2013, da academia de música da Universidade de Gdansk, o Laboratorium Pieśni também é co-organizador do festival Etnowiosnowisko, ministra workshops de canto em diversos lugares e desenvolve apresentações teatrais usando canções tradicionais para resgatar histórias sobre ritos como as peças ‘Pory Roku’ (Épocas) 2013, ‘Puste Noce – Pieśni, które już się kończą’ (Nessas vazias – Canções que vieram para um fim) 2014.


Grupo Mawaca

Grupo Mawaca | Foto por Eduardo Vessoni

O grupo brasileiro Mawaca pesquisa e recria músicas étnicas em mais de 20 línguas diferentes, originárias de países como o Japão, Irlanda, Finlândia, África Central e Indonésia, acompanhados por um instrumental acústico que envolve acordeom, violoncelo, tablas indianas, derbak árabe, djembé africano, berimbau e pandeirões do Maranhão, dentre outros.

 Com 21 anos de carreira, o Mawaca produziu sete álbuns e três DVDs, dirigido por Magda Pucci, que também é responsável pela pesquisa de repertório, transcrições e arranjos de temas ancestrais transmitidos de geração em geração pela tradição oral, revelando as características étnicas locais buscando sempre estabelecer inter-relações com a música brasileira.

Melissa Art

Melissa Art

Leonina na casa dos 20, Melissa Souza é natural de Jundiaí/SP, mas o coração é de Minas. Produtora e jornalista, atua com assessoria de mídias digitais para empreendedores e artistas.
Melissa Art
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